Participamos ontem, dia 14 de julho, nas Quartas Jornadas Pedagógicas do Centro de Formação da Associação de Escolas do Alentejo Litoral (CFAEAL) que tiveram como tema: A Escola como ecossistema, entre o digital e o humanismo.
Integramos um painel intitulado: “O papel do professor no ecossistema digital: mediador e curador de informação”, moderado pelo professor José Calado, e com a nossa participação e a do professor João Mouro. Em pouco menos de uma hora, pudemos debater o novo papel do professor numa sociedade e numa escola onde existem cada vez mais tecnologias digitais, incluindo a inteligência artificial.
Agradecemos o convite do Centro de Formação e damos-lhe os parabéns por juntar mais de 150 professores para um dia de partilha e reflexão.
No passado dia 9 de julho, organizamos uma sessão sobre edição de vídeo (aperfeiçoamento) para professores do Agrupamento de Escolas Luísa Todi, dinamizada pelo professor Joaquim Lopes.
Durante cerca de 6 horas, os docentes gravaram os seus próprios vídeos no LED do Agrupamento e editaram-nos, utilizando a ferramenta DaVinci Resolve, aprendendo a realizar diferentes tarefas que lhes serão úteis no trabalho a realizar com e pelos seus alunos.
O CCTIC-ESE/IPS agradece a disponibilidade do professor Joaquim Lopes para, mais uma vez, colaborar connosco, e a forma como todos os docentes nos receberam.
No passado dia 8 de julho de 2026, participamos na Sessão Plenária do Simpósio “Rede CCTIC: 30 anos em construção”, uma iniciativa da Associação EDUCOM – APTE (Associação Portuguesa de Telemática Educativa), através do seu Centro de Competência TIC e do seu Centro de Formação de Professores, em colaboração com os Centros de Competência em TIC.
Nesta sessão plenária, onde estiveram presentes ou representados todos os coordenadores dos CCTIC, foi realizada uma reflexão que pretendeu promover a construção de uma rede colaborativa entre os Centros de Competência TIC (CCTIC), reforçando a sua articulação e contribuindo para o desenvolvimento do seu papel na transformação digital da educação.
Os CCTIC têm vindo a desempenhar um papel estratégico no acompanhamento das escolas, promovendo uma intervenção de proximidade que procura responder às necessidades específicas de cada contexto educativo. Este acompanhamento concretiza-se através do apoio à elaboração e monitorização dos Planos de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas (PADDE), da consultoria técnico-pedagógica, da dinamização de ações de formação e da partilha de boas práticas, contribuindo para uma utilização mais intencional, crítica e eficaz das tecnologias digitais. A relação continuada entre os CCTIC e as escolas favorece a construção de soluções contextualizadas, reforçando a capacidade das lideranças e das equipas educativas para enfrentar os desafios da inovação e da mudança.
Este trabalho de acompanhamento constitui um fator determinante para o sucesso da transformação digital e pedagógica das escolas, uma vez que promove uma visão integrada da tecnologia ao serviço das aprendizagens, da inclusão e da melhoria da qualidade educativa. Mais do que apoiar a adoção de ferramentas digitais, os CCTIC impulsionam processos de reflexão, experimentação e desenvolvimento profissional que potenciam a inovação pedagógica e a consolidação de práticas sustentáveis. Deste modo, contribuem para que a transformação digital deixe de ser entendida como uma mera modernização tecnológica e se afirme como uma oportunidade para repensar metodologias, fortalecer as competências digitais da comunidade educativa e preparar os alunos para os desafios de uma sociedade cada vez mais digital.
Pela importância do conhecimento sustentado sobre as vivências digitais de crianças e jovens, o CCTIC-ESE/IPS participará na Conferência Novos Usos, Novos Riscos? Direitos digitais de Crianças e Jovens (9-17 anos), a decorrer nos próximos dias 7 e 8 de setembro, em Lisboa.
Nessa Conferência, serão apresentados e discutidos os resultados nacionais do inquérito EU Kids Online 2025, cuja recolha decorreu entre maio e dezembro passados.
Desde o último estudo, em 2018, muito se alterou no ambiente digital e social em que crescem as crianças e os adolescentes. Viveram uma pandemia, ‘descobriram’ ferramentas de IA Generativa, deparam-se com frequência com “teorias da conspiração” e informação falsa nos seus feeds e recomendações, enfrentam a pressão constante do scroll e tantos outros desafios.
Como responderam os 2111 inquiridos (9-17 anos) de escolas de todo o país? Quando e como usam estes meios e as suas possibilidades? Como avaliam as suas competências digitais e como estão os seus conhecimentos digitais? Que conteúdos negativos encontram com mais frequência? Como reagem perante esses mesmos conteúdos? Como avaliam a mediação das famílias, da escola, dos pares? Em todas estas (e outras) questões, que importância têm a idade, o género e o meio social onde vivem?
Este evento, aberto ao público mediante inscrição, decorre nos próximos dias 7 e 8 de setembro, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna, 26-c, Lisboa).
A ficha de inscrição, o programa e outras informações estão disponíveis em EU Kids Online Portugal.
No próximo dia 26 de março, quinta-feira, às 18h30, na NOVA FCSH (Campus da Avenida de Berna), vai decorrer o encontro “Kids, KidTech and Digital Capitalism”, que abordará a forma como a tecnologia para crianças é moldada pelas dinâmicas do capitalismo digital.
A oradora principal será Natalie Coulter, da Universidade de York, Canadá. Natalie Coulter é Professora Associada em Comunicação e Estudos de Media e lidera um projeto financiado pela SSHRC sobre a plataforma Roblox.
Neste encontro, a oradora irá apresentar o livro “Kids, KidTech and Digital Capitalism: The Fight for Our Digital Futures”, que será publicado em breve pela Taylor & Francis.
Este livro aborda a forma como a indústria digital encara as crianças como fontes de dados, criadoras de conteúdos digitais e utilizadoras cada vez mais afastadas de espaços partilhados com adultos. A sessão inclui uma reflexão crítica sobre as implicações destas mudanças nos direitos das crianças e os seus potenciais efeitos a longo prazo.
Para além da participação presencial, será possível acompanhar a sessão em direto via YouTube, através do seguinte link: https://www.youtube.com/live/Oqb4gnftXDQ.
No dia 11 de março, iniciou-se mais um curso de formação (6.º), no âmbito do Projeto “Programar o Futuro”.
Desta vez, o trabalho vai ser realizado com alunos do 11.º ano da Escola Secundária Sebastião da Gama, que nos receberam de forma bastante entusiasta. Queremos agradecer à Direção do Agrupamento por ter aceitado este nosso desafio e por todo o apoio prestado para que esta turma pudesse ser uma realidade.
Esta formação será levada a cabo pela Professora Gisela Marmelo, que tem sido uma das formadoras deste projeto, na área de Setúbal.